Programa: Cultura de Paz e Não Violência
[dropcap]E[/dropcap]stes dois princípios constituem uma ética que pode mudar a face atual do mundo que tem como tônica de movimento a cultura de violência fortalecida e pluralizada nas diferentes linguagens. A construção de uma cultura de Paz desconstrói a cultura de violência e a prática da não violência ativa é instrumento poderoso para vencer a opressão sem se igualar ao opressor. A história desta Humanidade em seus últimos 6 mil anos se confunde com a história das guerras, culminando em pleno século XX com duas grandes guerras mundiais. A luta pelo poder sob a égide do mais forte dominando e explorando os mais fracos, instituiu uma organização social regida pela barbárie. Uma das faces mais perversas deste longo período de escuridão atendeu pelo nome de escravatura, onde seres humanos não passavam de meras mercadorias para abastecer com seu sangue um sistema econômico cruel.

Pacifistas sempre existiram em todas as épocas , mas sempre foram eliminados violentamente pelo sistema dominante. Até que finalmente em pleno século XX o mundo assistiu a maravilhosa experiência de Mohandas Karamchand Gandhi na Índia. Primeiro pacifista a cumprir vitoriosamente sua missão de liderar a libertação do povo da Índia, à época com 400 milhões do domínio imposto pelo Império Britânico. Sem dinheiro, sem exércitos, sem armas, sem televisão, sem internet, apenas empregou a força da Paz através do “A-himsa” (Não violência) e do “Satyagraha” (Devoção à Verdade). Não precisou de mais nada além de se manter coerente com estes princípios.

Esta experiência nos ensina que no século XXI as condições estão dadas para que centenas ou milhares de pessoas possam conectar-se e difundir a Cultura de Paz e Não Violência, característica marcante de um novo ciclo evolutivo desta Humanidade. Em função da repercussão dos efeitos desta mudança cultural em todos os setores da vida na Terra, é importante e pertinente a criação de um Ministério da Cultura de Paz e Não Violência.

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