Passeata contra o aborto reúne milhares em Brasília

Sete mil pessoas, segundo a Polícia Militar, marcharam na Esplanada dos Ministérios. Manifestantes de vários partidos políticos e religiões. – Atualizado em 04/06/2013 21h59

Uma passeata, nesta terça-feira (4), em Brasília, reuniu milhares de pessoas contrárias à legalização do aborto.
Sete mil pessoas, segundo a Polícia Militar, marcharam na Esplanada dos Ministérios contra o aborto.

Manifestantes de vários partidos políticos e religiões.
“Reconhecemos que a vida é um dom de Deus e Deus é um só. E as crenças nesse momento se unem para juntos manifestarmos o valor da vida”, disse o padre José Emerson, da arquidiocese de Brasília.

“Eu fico muito feliz de abraçar aqui padres e representantes espíritas, evangélicos de toda denominação. A vida é maior que qualquer religião”, contou o pastor Antônio.
Mas, para o Centro Feminista de Estudos e Pesquisas, o aborto é um direito da mulher e uma questão de saúde pública.

“Eu acho que é um debate muito importante pra ser considerado, e, sobretudo, nesse desafio de tentar o máximo separar a política da religião no que diz relação à execução e implementação de políticas públicas de saúde”, disse Lenise Garcia, presidente do Movimento Brasil Sem Aborto.
O destino da marcha era o Congresso Nacional. Ali tramitam dois projetos de lei que tem sido alvo de críticas e de elogios dos integrantes do movimento contra o aborto no Brasil.

No Senado, o movimento é contra o projeto que propõe a legalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, independentemente da situação.
Hoje, o aborto é ilegal, exceto quando há risco de vida para a mulher, quando a gravidez é fruto de estupro ou se houver anencefalia, ou seja, se o feto não tiver má-formação cerebral.
Na Câmara, os manifestantes são a favor de um projeto que garante os direitos das crianças que sejam fruto de estupro, mesmo que a mãe não tenha recursos suficientes para cuidar do filho.

“O estupro é uma coisa horrorosa, mas essa criança também tem direito a vida. O aborto nunca é solução. A mãe que aborta seu filho, ela vai guardar isso para o resto da sua vida”, disse presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, Lenise Garcia.

O projeto deve ser votado nesta quarta-feira (5), em uma comissão da Câmara dos Deputados.

Fonte: Globo / Jornal Nacional