O Despertar da Massa Crítica Brasileira

O Despertar da Massa Crítica Brasileira

O mês de junho de 2013 não será mais lembrado na História como o mês em que o Brasil sediou um torneio internacional de futebol preparatório para a Copa do Mundo. Dois importantes movimentos construídos espontaneamente por pessoas aparentemente comuns (estudantes, professores, donas de casa e outros trabalhadores) levaram milhares de pessoas às ruas em São Paulo e em Fortaleza. O motivo inicial mobilizador de ambas as ações foi a violência, que tem muitas faces. As mais visíveis são os assassinatos, os assaltos, o tráfico de drogas, a corrupção e a agressão à natureza. Mas também a incompetência dos governos para lidar com questões tão simples e básicas como o transporte urbano, os congestionamentos , a burocracia e a deficiência crônica da educação e da saúde. Ou então a morosidade e a parcialidade do sistema jurídico brasileiro que é sempre leniente e omisso quando o criminoso tem poder econômico ou político. Enfim, razões não faltam para o cidadão que trabalha e paga muitos impostos, indignar-se com o nível lamentavelmente baixo dos exemplos vindos daqueles que numa democracia exercem o poder para cuidarem bem daquilo que é público.

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Eventos e projeto estimulam a prevenção da violência no âmbito escolar

Eventos e projeto estimulam a prevenção da violência no âmbito escolar
Notícias sobre violência nas escolas e entorno, seja em bairros considerados nobres seja nos bairros da periferia são freqüentes no Brasil atual. Mas, experiências visando promover a cultura de paz a partir do ambiente escolar geram esperança. Em Fortaleza, acontece nesta sexta-feira (26), a partir das 8h, na Escola Superior do Ministério Público, o seminário e workshop sobre a questão “Como prevenir e mediar situações de conflito e violências nas escolas?”.  Por ocasião do evento, será assinado termo de cooperação técnica com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) para implementação do Projeto “Por uma Cultura de Paz: Mediação de Conflitos e Práticas Restaurativas em Escolas” em quatro escolas públicas da rede de ensino estadual.
As escolas a serem beneficiadas são Padre Guilhermino, Luiza Távora, Miriam Porto Mota e Maria da Conceição Porfírio Teles. A proposta do projeto “é utilizar práticas restaurativas como possibilidade para resolução de conflitos através do diálogo, em que autor e vítima, em um espaço seguro, podem compreender os motivos dos conflitos e deliberarem sobre quais ações devem ser tomadas para a reparação de danos”. O projeto prevê também a participação de alunos como facilitadores dos processos de resoluções de conflitos, o que irá contribuir para  o protagonismo e empoderamento deles.
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